segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

pedi-lhe o fundo em sépia cru

e acrescentei
se faz favor
que me cansei de azul lindinho e de o céu ser lá em cima.
é mesmo aqui,
confirmou ela.
olhei e vi-a, esvaziando-se como se fosse um balão e pendendo dos meus dedos.
há sempre dedos nos desenhos?
isso e olhos que me arrancam!
já lhe disse que os cortei com o x-acto
e eu que peguei nos teus desenhos para com eles traçar palavras e só à laia de exercício, que me cansei de azul lindinho e dos likes nos meus textos e voltei, enfim, à escrita. 
a sério que os desenhos a inspiram?
mesmo a sério e tu já sabes, o tanto que me custa tantas vezes respirar e outras nada e há que dar conta de ambas, da que inspira falta de ar, da que transpira, da que expira, da que aspira a ser só aquilo que é e nada mais.
ahahaha, parece o blog da Sophia
pois parece, quem diria?
sem humanidade alguma a querer ver-se resolvida ou respondida ou azulinda e apenas inspirando e transpirando sem ter de fazer sentido, isso é que era.
não fingiu que não me ouvia e deu-me o fundo em sépia cru.
também prefiro.
hoje prefiro todas as cores, menos o azul lindinho que me desmaia nas mãos, quando não sei onde é que as ponho e só me ponho a olhar para elas a ver que rumo lhes vou dar.
e o céu? que fica mesmo aqui ao lado e toda a gente a dizer que é lá em cima?
isso é que era, mas só quando era azul lindinho.

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